Promoção de vendas: Tipos, definições, diferenças.

 

Promoção de vendas.

 

Podemos definir “promoção de vendas” como: Uma ação de comunicação e marketing que tem como objetivo vender mais, através de incentivos e benefícios adicionais e por um período de tempo determinado.

 

Quanto a sua implementação, a promoção de vendas pode ter como alvo a equipe interna, o trade (intermediários) ou o consumidor final. Mas sempre teremos como objetivo final o aumento das vendas. Todas as promoções são por tempo limitado, caso contrário passam a fazer parte do preço, da linha de produtos, da remuneração dos vendedores etc.    

    

As promoções de venda no varejo.

 

As promoções de venda implementadas no varejo têm grande importância, uma vez que cerca de 80% das decisões de compra são decididas na área de venda. Juntamente com o merchandising e os fatores de ambiência pode fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma organização.     

 

O objetivo da promoção de venda pode ser o de aumento do ticket médio ou do ticket count. Enquanto o ticket médio é representado pela média do valor pago pelos clientes no caixa, o ticket count é a representação do total de transações efetuadas no caixa. Assim, por exemplo, uma determinada loja pode vender pouco para muitos clientes, nesse caso, a promoção de vendas deve ter como objetivo o aumento do ticket médio. Em outro exemplo, uma loja pode vender muito, para poucos clientes… Nesse caso o objetivo deve ser o aumento do ticket count.

 

Enquanto as promoções para aumento do ticket médio podem ser implementadas e divulgadas somente na área de vendas, as ações com objetivo de aumento do ticket count devem contar com algum tipo de publicidade (externa) para que se possam alcançar os efeitos desejados.

 

 

A diferença entre: Promoção institucional e promoção de vendas.

 

Enquanto a comunicação institucional visa o fortalecimento da marca a médio e longo prazo, tem como objetivo criar uma capa protetora contra períodos de crise e dificilmente poderemos mesurar o seu retorno, a comunicação mercadológica (incluímos ai a promoção de vendas) tem como objetivo o aumento das vendas em curto prazo (efeito bicicleta), pode e deve ter seu retorno totalmente mensurado e se pensarmos em termos de fortalecimento de marca, seu efeito pode ser tanto positivo quanto negativo.  

 

 

Alguns exemplos de promoção de vendas.

 

– Premiação de vendedores por aumento de valor vendido ou número de clientes atendidos.

 

– Criação de kits e pacotes promocionais (leve três, pague dois etc).

 

– Cupons de desconto e sorteios. 

 

– Desconto para: estudantes, terceira idade ou para consumo em determinada hora, dia ou período (equilíbrio da demanda), entre outros…                  

A história da propaganda.

 

A história da propaganda:

Os principais fatos históricos e avanços no campo da propaganda sempre estiveram ligados de uma forma ou outra à Igreja ou as guerras…

 

Da antigüidade a revolução industrial.

Apesar de existirem relatos da utilização da propaganda no antigo estado Romano e até por ser uma expressão natural de um ser pensante e social, e que por tanto acompanhou a nossa raça em sua trajetória desde o inicio das formações dos primeiros agrupamentos humanos. Foi na Igreja Católica do século XVII que o termo “propaganda” foi utilizado pela primeira vez. Isto aconteceu quando o papa Gregório XV criou a Sagrada Congregação Católica Romana para a Propagação da Fé ou “sacra congregatio christiano nomini propaganda”.

Durante este período a igreja católica concentrava grande poder e a propaganda foi utilizada como ferramenta de propagação e manutenção da fé além de ser utilizada para conversão de povos pagãos. O entendimento que temos hoje sobre propaganda como sinônimo de semear e incutir idéias e ideais, vem deste período.

Com a reforma protestante, o surgimento da imprensa, das classes mercantis e mais tarde com a revolução industrial. A igreja passa a não ser mais a única a propagar idéias. As organizações não católicas começam a utilizar a propaganda como ferramenta de difusão de suas doutrinas e ideais.

A Primeira Guerra Mundial.

Foi a partir da Primeira Guerra Mundial que começamos a observar a propaganda sendo utilizada de forma mais ampla como uma ferramenta de guerra. O jornalista “Walter Lippman” e o psicólogo “Edward Bernays” foram contratados pelo governo Norte Americano para “trabalhar” a opinião pública de seu país. Os Americanos deveriam querer, desejar a entrada de seu país na guerra, ao lado de Inglaterra e contra a Alemanha.

O trabalho desenvolvido pelos dois foi um sucesso, atingiu plenamente os objetivos, foi criado em apenas seis meses um imenso repúdio ao povo alemão. Vendo o potencial da propaganda de massa em influenciar e controlar a opinião pública. “Edward Bernays” deu maior ênfase aos estudos da ciência e desenvolveu conceitos como: “mente coletiva” e “consenso fabricado”, conceitos estes que se tornaram importantes na criação e prática da propaganda de massa a partir de então.

A Segunda Grande Guerra.

 

 Durante a Segunda Guerra Mundial os conceitos de propaganda obtiveram grande avanço. Tanto por parte do ministério da propaganda Nazista (Ministério da Conscientização Pública e Propaganda) que tinha como primeiro ministro “Paul Joseph Goebbels”. Como pelo Comitê de Guerra Político-Executivo inglês que fez um ótimo trabalho.

Nos Estados Unidos à propaganda ficou por conta do Departamento de Informações de Guerra, criado como meio de divulgação dos esforços de guerra e órgão de censura as informações. De todos os lados havia forte censura e até as correspondências particulares eram vasculhadas.

Tanto os Ingleses quanto Norte Americanos, veiculavam propaganda preconceituosa visando instigar os soldados contra o inimigo. Certas peças de comunicação, por exemplo, retratavam os soldados japoneses e Alemães como pessoas sádicas, desprovidas de emoções e até estupradores. Este tipo de propaganda difundida sistematicamente para as forças aliadas, pode ser chamada de princípio da desumanização do inimigo. A propagação da idéia do inimigo não humano, incentiva o ódio e elimina responsabilidades, estimulando em conseqüência a prática de atrocidades.

No lado Alemão, mesmo antes da guerra com a tomada do poder pelo partido Nazista, houve forte censura aos meios de comunicação e artistas. As peças de propaganda, geralmente veiculadas em orquestração para melhorar sua efetividade, falavam sobre a superioridade racial Ariana e de todos os problemas causados para economia Alemã e mundial pelos povos judeus. Os judeus eram responsabilizados pela derrota na primeira guerra e descritos como usurpadores, racistas e estupradores.

Durante a guerra à propaganda alemã enfatizava o progresso das tropas no front e a superioridade de seus soldados, destacando a humanidade com que eram tratados os povos conquistados. E assim como os aliados, tentavam criar a idéia do inimigo desumano, os ingleses eram descritos como monstros, covardes e assassinos e Norte Americanos como bandidos de filme de “bang-bang”. Internacionalmente a propaganda Alemã sempre tentou afastar e colocar os aliados uns contra os outros, e principalmente tentava colocar o mundo contra os soviéticos.

No final da guerra e com o comando Alemão praticamente sem esperanças, as peças de comunicação começaram a ter como tema armas milagrosas que poderiam destruir o inimigo de uma só vez, um belo exemplo são os foguetes V1 e V2, chamados armas da vingança. Tentavam com este movimento levantar o moral de suas tropas ao mesmo tempo em que colocavam o medo dentro das linhas inimigas.

 

 

São atribuídas ao então ministro da propaganda “Paul Joseph Goebbels” frases como: “Para convencer o povo a entrar na guerra, basta fazê-lo acreditar que está sendo atacado…” “Se uma mentira se repete suficientemente, acaba por converter-se em verdade…” “Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos inteligente dos indivíduos.” “Quanto maior seja a massa a se convencer, menor há de ser esforço mental a realizar.” “A capacidade receptiva das massas é limitada e sua compreensão escassa…” “As massas tem grande capacidade para esquecer…”

Uma das mais fortes armas da propaganda Nazista era a orquestração: As peças deveriam ser veiculadas ordenadamente em vários meios de comunicação, atingindo intensivamente o target com a mesma mensagem, varias vezes ao dia. A mensagem poderia sofrer alguma transformação, mas seu conteúdo deveria ser o mesmo. O cidadão deveria ser atingido pela mensagem de todos os lados, varias vezes ao dia.

Ainda é atribuído a Goebbels uma peça de comunicação veiculada logo após o suicídio do Führer, na qual era narrada a morte heróica de Hitler a frente de uma de suas derradeiras tropas e em defesa de sua nação. Logo depois, Goebbels comete suicídio juntamente com sua esposa e filhos.

 

 Propaganda na Guerra Fria.

Durante a Guerra Fria a propaganda foi utilizada largamente pelos dois regimes a idéia era projetar ao mundo a superioridade das propostas sociais dos regimes, ao mesmo tempo em que incutia a idéia de medo pelo regime oposto. Era normal em filmes Norte Americanos vermos o homem Soviético retratado de forma estereotipada como frio, forte e desumano, enquanto Americanos lutavam como heróis e venciam a batalha final, sempre com a imagem da bandeira nacional ao fundo.

Os Estados Unidos exaltavam seu estilo de vida livre. A idéia a ser propagada era: Norte-americanos são os representantes do bem e da liberdade lutando pelo mundo contra o mal e a opressão, representados pela URSS. A propaganda de governo Soviético por sua vez ressaltou a superioridade do seu regime frente ao imperialismo capitalista, com discurso sempre otimista com temas como: Sucesso nacional e produtividade.

A importância da propaganda já era exaltada por Lênin. As grandes construções e esculturas reforçavam a idéia da autoridade do estado e sucesso do regime. Havia forte censura em toda mídia. Filtravam-se notícias internacionais, chegando até a introduzir falsas noticias em seus noticiários.

 

Nas Américas, a Rádio Habana Cuba, por sua vez difundia a propaganda recebida da Rádio Moscou. A guerra do Vietnã foi um “prato feito” para campanhas anti-Americanas, dentro e fora de seu pais.

 

Atualmente.

Como já foi dito, os principais fatos históricos da propaganda sempre estiveram ligados à igreja ou as guerras. A Igreja Católica como precursora da propaganda continua a arrebanhar fieis com suas ferramentas. Reformulando e adequando sua linguagem e posicionamento através dos tempos.

No Brasil vemos Igrejas Evangélicas utilizando constante e sistematicamente a propaganda como forma de arrebanhar novos fieis. Algumas igrejas utilizam o “boca a boca” e outras lançam mão da propaganda de massa, veiculando programações inteiras na televisão. Existem princípios como o de células “G12″, onde a doutrina é propagada para pequenos grupos de 12 pessoas ligadas a um líder, posteriormente estas formarão novas células como líderes, arrebanhando mais e mais seguidores.

Fotos, alunos.

cozinheiro

Confraternização da turma de cozinheiro – SENAC (julho de 2016). Meus alunos em Gestão e liderança de pessoas.

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Turma de Chefe Executivo – SENAC / junho de 2016. Meus alunos em Gestão e liderança de pessoas, Compras e estocagem, Princípios de Marketing, Gestão Financeira e contábil e no projeto final Planejamento de um evento.

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Colação de grau de meus alunos de Administração de Empresas – Clube Petropolitano / 2016.

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Turma de Técnico em Logística – SENAC Caxias – Dezembro de 2015.

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Aula na Pós-Graduação MBA em Pedagogia Empresarial e Gestão de Pessoas (presencial e EAD) – Universidade Candido Mendes 13/05/2015.

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mba4

mab2

Aula na Pós-Graduação MBA em Pedagogia Empresarial e Gestão de Pessoas (presencial e EAD) – Universidade Candido Mendes 13/05/2015.

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Confraternização dos alunos do Tec. Administrativo – SENAC – 10/04/2015.

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Alunos do curso de Técnico Administrativo do SENAC – aprendendo na prática com o projeto L2P de logística – Academia SEVEN (março 2015).

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form6

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Colação de grau de meus alunos de Administração – Clube Petropolitano. Março de 2015.

adm-2014

Homenagem feita por meus alunos de Administração de Empresas – UNOPAR – Clube Petropolitano. Março de 2015.

adm-3

Com meus alunos – formandos em Administração de Empresas. Parabéns a todos. (dezembro de 2014).

adm4

Com meus alunos – formandos em Administração de Empresas. Parabéns a todos. (dezembro de 2014).

gestao-hosp

Confraternização de final de ano dos meus alunos do superior em Gestão Hospitalar (01/12/2014).

plano-de-negocios

Turma de Chef Executivo – SENAC – Novembro de 2014.  Apresentação da parte final do plano de negócios – Planejamento financeiro.

pem

Turma de Chef Executivo – SENAC – Setembro de 2014.  Apresentação do Planejamento Estratégico de Marketing – PEM.

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Curso de Rotinas de Departamento Pessoal – na torre do SESC Quitandinha (agosto de 2014).

dennys-monteiro

Treinamento de planilha de controle de estoque com excel – turma de gastronomia – SENAC 11/07/2014.

tec-adm1

Com a turma de Técnico Administrativo – SENAC junho de 2014.

Turma de Técnico Administrativo (durante a elaboração do projeto final do módulo de logística) – SENAC 27/02/2014.

Turma de Assistente de RH, SENAC – Janeiro de 2014.

Turma de assistente administrativo – Setembro de 2013 – SENAC.

Compondo a mesa de honra, para a colação de grau de meus alunos do curso Superior em Processos Gereciais 24/08/2013.

Com meus alunos, na colação de grau do curso Superior em Processos Gereciais 24/08/2013.

Com minhas alunas do curso Assistente Administrativo – SENAC 06/05/2013.

Alunos do curso de Assistente Administrativo SENAC 2012.

Alunos do curso de Chef Executivo do SENAC 2012.

Alunos do curso de Chef Executivo – Senac 17/07/2012.

Turma de Técnico Administrativo – SENAC Dezembro 2011.

SENAC – Setembro 2011 – Turma de Assistente Administrativo.

 

Treinamento de vendas e atendimento – in company – para o pessoal da Pizzaria Mr. Coki (abril 2011).

Calouros do curso de Processos Gerenciais, a primeira prova (UNOPAR março 2011).

Calouros em Administração de Empresas, a primeira prova (UNOPAR março 2011).

Com meus alunos, formandos do curso superior de Marketing (UNOPAR 2010)

Uma de minhas muitas turmas do programa Jovem Aprendiz – SENAC 22/01/2011.

Alunos do curso de Administração de pequenos negócios – SENAC 06/12/2010.

04-10-10

Workshop: Técnicas de vendas (equipe da ZD Jeans) – 04/10/2010.

Com meus alunos do 5 período (abril/2010) – curso superior de Marketing – UNOPAR.

Com meus alunos do 4 período (abril/2010) – curso superior de Marketing – UNOPAR.

Com meus alunos do curso de gestão de estoques – SENAC 2010.

Em 2009 no SESC – Palácio Quitandinha – Com Anderson Pereira Bravo (gerente da unidade), Wilson Azevedo (coordenador) e Paulo Domingos dos Santos (gestor de materiais).

Em 2009 com alunos do curso de almoxarifado, em visita técnica no depósito do supermercado Tere Frutas, sendo recebidos pelo gerente Sr. Lúcio.

Alunos do curso de almoxarifado em visita técnica, SESC – Quitandinha – 2009.

Com meus colegas de MBA, na Univ. Veiga de Almeida 2008.

 

Logística – Principais atividades.

Logística.

As principais atividades do processo logístico são muito abrangentes, elas vão da Produção até a Distribuição, passando pela Gestão de estoques e a Armazenagem. Tudo deve estar alinhado e sincronizado para que possamos falar que existe alguma logística em nossa operação.

Vamos analisar, de maneira resumida, cada uma dessas etapas:

1) Produção:

Até a revolução industrial a produção seguia o modelo artesanal… Com a necessidade de produção e de se conseguir economia de escala, inicia-se o período de análise de tempo e movimento, onde é demonstrado que: Com um trabalhador especializado em sua função, e a própria segmentação de funções, alcançamos uma maior e mais eficaz produção… Nesse ponto temos que destacar Frederick W. Taylor (1856-1915), Jules Henri Fayol (1863-1947) e Henry Ford (1863-1947)… Estamos vivendo o ápice da produção empurrada… A preocupação é de produzir muito e pelo menor preço… Os produtos vendem-se sozinhos… A diferença entre o produzido e o vendido vai para os estoques…

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, o mercado mundial havia passado por drásticas mudanças… O Japão, completamente arrasado, conta com um pequeno mercado consumidor, capital e matéria prima escassos… E a mão de obra não é especializada… Em um cenário como esse, implantar um modelo de produção Taylorista-Fordista seria suicídio.

Os japoneses então, criam e adotam um modelo de produção no qual o objetivo é produzir poucas quantidades de muitos modelos e produtos… Tudo voltado para o mercado externo e tendo a demanda, e não mais a economia de escala, como foco… A produção agora é puxada, puxada pela demanda…
Seu objetivo era gerar divisas para obtenção de matérias primas, alimentos, equipamentos industriais etc. Estava nascendo o Toyotismo, no qual temos como características principais: A mecanização flexível, o sistema Just-in-time, a customização de produtos e a criação de uma mão de obra, capaz de realizar varias funções dentro de uma mecanização flexível.

Entre as operações associadas ao sistema Just-In-Time destacam-se:

a) A produção em condomínio: No qual fornecedores e empresa principal reúnem-se fisicamente em um mesmo local, com fim de produzir, através de módulos e puxados pela demanda os produtos finais da empresa principal.

b) O adiamento da finalização da produção: No qual a montagem final dos produtos é realizada o mais próximo possível da venda ou de sua aplicação.

2) Gestão de estoques:

Durante o período das altas taxas de inflação, os custos de manutenção de estoques era facilmente minimizado devido aos ganhos financeiros… Com a estabilização financeira todos tiveram que reaprender a trabalhar. Os custos na manutenção de estoques, agora podem até fechar as portas de uma empresa… E muitas empresas fecharam as portas…

Um dos assuntos mais importantes na gestão de estoques é a previsão da demanda. Um erro pode levar a falta de produtos ou ao excesso… Agora imaginem o custo de um desses erros.

Outro ponto importante é a localização do estoque: Podemos manter um estoque central ou loja-a-loja, ponto-a-ponto (descentralizado)… Todos apresentam vantagens e desvantagens.

Vamos analisar os pontos que devem ser considerados:

a) Tempo de resposta (quanto tempo à empresa demora em atender a um pedido).
b) Giro do produto (giro alto necessita de descentralização).
c) Valor agregado (alto valor agregado necessita de centralização).
d) Exigência de disponibilidade do material (por parte do mercado consumidor).

3) Armazenagem:

Uma unidade de armazenagem pode ser utilizada de diversas formas e assim contribuir para o bom andamento da estratégia global que envolve a operação comercial de determinada empresa.

Podemos por exemplo:

– Em um modelo de CD – Central de Distribuição – receber os produtos de diversos fornecedores para posterior distribuição para suas lojas. Normalmente, nesse modelo, os produtos são entregues pelo fornecedor na central de distribuição e de acordo com os pedidos das lojas, distribuído.

– Modelo de distribuidora. Isso é, uma unidade de armazenagem em que são estocados diversos produtos que serão entregues para diversos clientes de acordo com os pedidos gerados pelos mesmos.

Operações em instalações de armazenagem.

As quatro atividades básicas:

a) Recebimento (entrada dos produtos e as dividas verificações).
b) Estocagem (direcionamento do produto para seu ponto-de-guarda).
c) Administração de pedidos (processamento dos pedidos, emissão da lista de separação picking e criação do circuito lógico para separação).
d) Expedição (conferência entre o pedido e o que foi separado, emissão das documentações, programação das entregas –rotas- e controle do embarque das mercadorias… O trabalho só acaba quando acontece o aceite da mercadoria por parte do cliente).

Localização das unidades de armazenagem:

Existem duas teorias quanto à localização de estoques:

a) Teoria da pulverização de estoques (atendimento efetivo ao cliente).

b) Teoria da centralização de estoques (redução de custos).

4) Distribuição:

A movimentação de cargas permite que os produtores coloquem seus produtos exatamente onde seus consumidores estão.

Atualmente, a grande maioria das empresas deve e quer trabalhar com os menores estoques possíveis. Seja de matérias-primas ou produtos acabados… Em um cenário como esse à distribuição é um dos fatores mais importantes.

Quando falamos de distribuição, inevitavelmente estamos falando de transportes. E quando falamos de transporte falamos de custo e confiabilidade.

Pense no impacto que o transporte pode ter na percepção do cliente quanto ao preço e qualidade do produto…

Modalidades (modais) de transporte:

a) Rodoviário;
b) Aéreo;
c) Aquaviário;
d) Ferroviário;
e) Dutoviário;

Cada modal apresenta características, vantagens e desvantagens próprias. Se o objetivo for velocidade e o produto a ser transportado for de alto valor agregado, o modal aéreo pode ser uma boa opção. Ao contrário, para produtos pesados, volumosos e de baixo valor agregado, o transporte aquaviário e ferroviário poderia ser uma ótima opção. Aliás, o transporte ferroviário poderia ser a solução: Para a redução de custos de nossos produtos, para melhoria do meio ambiente (em substituição do rodoviário) e para viabilizar a industrialização de áreas distantes, entre outros pontos…

A combinação de modais:

Para otimizar e até mesmo viabilizar os processos logísticos de transporte, podemos utilizar: A Intermodalidade (utilização conjunta de mais de um modal, no qual são utilizados documentos fiscais individuais para cada tipo de modal). E a Multimodalidade (Integração total da cadeia de transporte, com gerenciamento integrado e a utilização de um só documento fiscal em toda a operação).

A diferença entre os termos: Publicidade e Propaganda.

 

A diferença entre publicidade e propaganda:

    A confusão entre os termos publicidade e propaganda, no Brasil, se originou quando as primeiras traduções foram feitas. Entenderam “advertising” como propaganda, logo quando alguém fazia a tradução de um livro ou artigo, os conceitos dos autores sobre o que é “advertising” eram convertidos e traduzidos como sendo os conceitos de propaganda. Na realidade, o termo propaganda vem de seu homônimo em latim “propaganda”, que significa semear idéias e ideais de cunho político, cívico ou religioso. A propaganda tem caráter ideológico e tem como objetivo fazer adeptos, seguidores e converter opiniões. Na América do Norte, muitas vezes o termo “propaganda” é entendido como pejorativo, como uma espécie de lavagem cerebral e sempre com fins políticos, cívicos ou religiosos (Veja um pouco da: História da propaganda).

 

 

   Já o termo publicidade foi, e por muitas vezes ainda é, confundido com os esforços de relações públicas em gerar mídia espontânea e gratuita. Na realidade, o termo publicidade pode ser entendido de maneira genérica como o ato de tornar público e mais especificamente como “advertising”, ou seja, uma ferramenta de comunicação e marketing que tem como função e fim promover, utilizando os meios de comunicação nos espaços publicitários. Ou melhor, a ferramenta que utilizando os meios de comunicação e os espaços publicitários, com patrocinador identificado, tem como fim seduzir e tornar público, levando o consumidor à compra de determinado produto ou serviço. Podemos dizer que, enquanto a propaganda tem cunho político, cívico ou religioso, a publicidade tem cunho comercial.

A comunicação comercial é chamada pelos americanos de advertising, pelos franceses de publicité, pelos espanhóis de publicidad, pelos italianos de publicità e todos esses entendem o termo propaganda como comunicação política, cívica ou religiosa. O Brasil é um dos poucos países em que ainda confundem os termos, e isso acaba sendo perpetuado pelas traduções feitas de maneira equivocada. Canso de ver as definições, de “Kotler” e outros renomados autores internacionais para advertising, sendo traduzidas como a definição dos mesmos para o termo propaganda. Depois para explicar o termo publicidade confundem as definições de publicidade com os esforços de relações públicas em gerar mídia espontânea.

  Reparem que a propaganda é paga pela igreja, governo ou partido político, enquanto a publicidade é paga pelo seu anunciante identificado… Os esforços de Relações Públicas, assessoria de imprensa e patrocínio também são pagos e têm como um de seus principais objetivos criar visibilidade e mídia espontânea…

Para facilitar o entendimento da real diferenciação dos termos, vejamos o exemplo:

– O governo Brasileiro faz uma campanha na TV para divulgar e promover a idéia da utilização de preservativos no combate a AIDS. Isso é propaganda. Se nessa mesma campanha fosse divulgada alguma marca de fabricante de preservativos, isso seria publicidade.

Para finalizar:

   Podemos, portanto entender que: Enquanto a publicidade é paga pelo fabricante ou distribuidor e em última instância pelo consumidor final do produto proporcionalmente ao seu consumo. A propaganda é paga pelo cidadão, membro ou fiel seguidor da instituição (Governo, Igreja ou Partido político) que a financia e não proporcionalmente ao seu “consumo”. E até os esforços de relações públicas e patrocínio são sempre pagos de uma forma ou outra.

 

Mais uma confusão:

   A utilização errônea de termos pelo mercado, há pouco tempo causou mais uma confusão: A inserção mecânica feita na parte editorial dos veículos de comunicação (tie-in), de tanto ser chamada erroneamente de merchandising (ação no ponto de venda), acabou por cunhar o termo “merchandising editorial”. Portanto, agora quando vemos em uma novela, por exemplo, um personagem utilizando um produto com marca identificada e promovendo esse, estamos diante de uma inserção mecânica chamada de “merchandising editorial” e não de publicidade, entendida de maneira mais restrita. Pois, enquanto a publicidade utiliza os espaços publicitários dos veículos, o merchandising editorial é inserido na parte editorial.

Exemplo de propaganda política, veiculada pelo ministério da propaganda Nazista:

Veja também: A história da propaganda.

Exemplo de publicidade veiculada nos espaços publicitários: