A diferença entre os termos publicidade e propaganda.

Apesar de em grande parte do mundo, a propaganda ser entendida como a ferramenta de comunicação com fins políticos, ideológicos ou religiosos (homônimo) e a publicidade (advertising, publicidad, publicità, publicité) a comunicação comercial… No Brasil temos – junto a alguns grupos – a defesa de que o termo propaganda deve designar a comunicação comercial e a publicidade os esforços em gerar mídia gratuita (próprios das relações públicas e assessoria de imprensa).

Mas o pior disso tudo é que a grande maioria das pessoas que vejo defendendo esta “tese” não sabe disso… Apenas repetem as explicações simplistas de seus professores e/ou que leram em algum livro traduzido de maneira equivocada… Falar que “Kotler” disse que propaganda é isso ou aquilo está errado… Kotler fala de Advertising, mesmo porque existe o termo (homônimo) “propaganda” em inglês e ele designa a comunicação com fins políticos, ideológicos ou religiosos… Chega a ser engraçado, pois essas pessoas usam ferramentas próprias da propaganda para “propagar” esta ideia.

Sou defensor de um entendimento mais claro – pois caso contrário – iríamos perder as lições e até o entendimento das ferramentas de comunicação de massa próprias da propaganda e também acabaríamos por deturpar o entendimento dos esforços de relações públicas e assessoria de imprensa em gerar mídia gratuita. O simplismo acabaria também deturpando as habilitações da Comunicação Social… Entre outros problemas… Nem sempre o caminho mais fácil é o certo.

Se for copiar, coloque os créditos… Obrigado!

A realidade da educação no Brasil.

Recebi este texto de um colega pelo whatsApp…

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos,
para evitar receber ainda mais moedas.
A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 ….:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente,
os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)

-Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
Todo mundo está ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos…
Qdo é que se ‘pensará’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Como determinar o número de pessoas em uma manifestação.

O método mais conhecido para fazermos uma estimativa da quantidade de pessoas em uma manifestação é chamado de Método de Jacobs, em homenagem ao seu criador, Herbert Jacobs. Ele desenvolveu esse método depois de observar inúmeros protestos contra a Guerra do Vietnã da janela de seu escritório.

A área na qual os manifestantes estavam mostrava um padrão de setores – uma espécie de grade imaginária – que permitia contar quantos manifestantes ocupavam um determinado espaço e comparar tudo isso com as medidas da praça ou rua que estava sendo ocupada.

Em multidões mais densas o padrão apresenta que cada pessoa ocupa cerca de 20 centímetros quadrados. Em uma multidão um pouco menos densa os participantes tem cerca de 40 centímetros quadrados de espaço para se locomover, e em multidões leves, os participantes chegam a ter até 1 metro quadrado de espaço para locomoção.

Nascia assim o método Jacobs, que apesar de ser simples e lógico (e justamente por esse motivo) é utilizado até hoje.

Se um banco falir eu perco meu dinheiro?

Muitos me perguntam:

Se um banco falir eu perco meu dinheiro depositado na poupança ou no CDB?

Depende… O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) garante um determinado valor (atualmente 70 mil) por titular e por instituição. Se você possui investimentos superiores a 70 mil em uma única instituição financeira, o valor excedente a essa quantia poderá ser perdido em caso de falência… Até 70 mil por instituição é garantido.

O ensino da História da Matemática como instrumento de estímulo ao estudo da disciplina.

O ENSINO DA HISTÓRIA DA MATEMÁTICA COMO INSTRUMENTO DE ESTÍMULO AO ESTUDO DA DISCIPLINA

O ensino da história da matemática, na educação básica, pode contribuir no sentido em que possibilita a contextualização da disciplina em termos práticos. Através de exemplos de vida os alunos podem compreender melhor a aplicabilidade das fórmulas e cálculos matemáticos – que sem isso poderiam parecer difíceis e inúteis.

Segundo D’Ambrosio (1999, P.97)“As idéias matemáticas comparecem em toda a evolução da humanidade, definindo estratégias de ação para lidar com o ambiente, criando e desenhando instrumentos para esse fim, e buscando explicações sobre os fatos e fenômenos da natureza e para a própria existência. Em todos os momentos da história e em todas as civilizações, as idéias matemáticas estão presentes em todas as formas de fazer e de saber.”

Através do estudo da história da matemática os alunos podem acompanhar a evolução da disciplina ao longo do tempo e das civilizações. Contextualizando assim o estudo da matemática e tornando esse estudo mais próximo das outras disciplinas. Segundo D’Ambrosio (1999, P. 97) “Acredito que um dos maiores erros que se pratica em educação, em particular na Educação Matemática, é desvincular a Matemática das outras atividades humanas.”

É interessante e estimulante, por exemplo, saber como foi à evolução na resolução de problemas matemáticos e a consequente criação e evolução das fórmulas matemáticas. O estudo e a contextualização da história da matemática acaba por trazer a tona a humanidade da disciplina. Quem foram as pessoas que contribuíram para a resolução deste ou daquele problema, e quais foram as situações reais e práticas que levaram a este estudo. De acordo com os DCE (2006, P.24) :

O ensino da matemática trata a construção do conhecimento matemático sob uma visão histórica, de modo que os conceitos são apresentados, discutidos, construídos e reconstruídos e também influenciam na formação do pensamento humano e na produção de sua existência por meio das ideias e tecnologias.

Um possível entrave ao ensino da história da matemática na educação básica se da pela falta desta disciplina em alguns currículos de licenciatura. Os professores devem complementar os estudos através de pesquisas e cursos, o que na realidade – muitas vezes – não ocorre, deixando uma lacuna na formação desses profissionais.

Chegamos a conclusão de que o estudo da história da matemática deve permear por toda grade curricular da disciplina, desde o ensino básico até o superior.

Aplicativo que permite resolver contas com a câmera do celular.

matematica-celular

O PhotoMath resolve passo a passo as questões e apesar de – segundo seu criador – ter sido criado para ajudar no estudo da matemática, pode vir a ser um problema a mais no estudo e mais um instrumento de cola para os alunos.

Como calcular juros com a HP12C.

O departamento financeiro das empresas tem diversas responsabilidades, entre elas identificar as melhores taxas e opções para contrair um empréstimo ou aplicar as reservas. Neste post vou demonstrar como é fácil realizar cálculos envolvendo taxas de juros utilizando a calculadora financeira HP12C.

Vamos colocar a mão na massa:

Em primeiro lugar vamos acessar o emulador da calculadora em: http://www.hp12c.rg10.net/

Exercício: A empresa XYZ pretende depositar 5500 Reais por 4 meses a uma taxa de 0,7 % ao mês em um regime de juros compostos. Qual será o montante ao final do período?

Poderíamos resolver com a fórmula dos juros compostos: M= C . (1+i)^n (a mão, com excel ou outra planilha de calculo).

Mas como nosso foco hoje é a calculadora hp12c, vamos ao calculo… Veja como é fácil: Alimente a calculadora com o valor 5500 depois click em “PV” (valor presente), agora vamos informar a taxa 0,7 e click em “i”, agora é a vez do período 4 e click em “n”… Agora basta clicar em “FV” (valor futuro) para saber o montante.

Nesse ponto a resposta correta já deve estar em sua tela -5.655,62

Repare que o valor está negativo por ser (parecer) uma operação de saída de caixa. Para tornar o valor positivo é só clicar em “CHS” e para saber o juros é só informar o capital 5500 e clicar no sinal de subtração.

Muito simples, não é?